sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Muros

Estou presa
Entre muros de uma fortaleza
A salvo de flechas
Junto com minha tristeza


Sou como os muros
Estarei aqui até o fim
Não vai importar
Quantas pedras jogarem em mim


Não sou como os muros
Vão me atacar
Não cairei
Vou revidar


Sinto que vou sofrer
Sei que vão me ferir
Percebo que vai doer
Voltarei um dia a sorrir?


De pé irei me manter
Até meu perfurado coração
Finalmente parar de bater

Um comentário:

  1. Minha poetiza favorita, continua,a escrever coisas lindíssimas.
    Besotes

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